Interesse Público 

23 Junho , 2018

A ASAE apreendeu, recentemente, 319 litros de água engarrafada falsificada e imprópria para consumo humano. O universo dos potenciais lesados por risco de consumo daquela água até pode ser reduzido face às quantidades apreendidas, mas o universo daqueles que sentem abalada a sua confiança no mercado é imenso. Toda a água disponibilizada através de máquinas automáticas, é agora olhada com desconfiança.
A forma como estas notícias são divulgadas, levanta várias questões. Deve ou não ser identificado cabalmente o produto e o agente responsável pela sua colocação no mercado? Terá o consumidor o direito a essa informação? Será do interesse público a sua divulgação?
Algumas congéneres europeias da ASAE fazem-no, recomendando ao consumidor que devolva os produtos e que se abstenha de os consumir. Em prol da segurança alimentar, alertam o consumidor para um produto que pode já ter adquirido e que nem a sua posterior retirada do mercado eliminaria o risco de o poder vir a consumir. Por outro lado, impedem desconfianças generalizadas, protegendo os demais operadores do setor. Numa Europa de normas harmonizadas, alguns Estados membro andam com o passo trocado. Justificação?!

A opinião do Presidente da Direcção da ASF-ASAE

(artigo de opinião publicado na edição de 11 de junho do Correio da Manhã)