25 Abr 2019
Abril 25, 2019

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Em resultado de estudos que se repetem desde 2013, a DECO tem vindo a denunciar a má qualidade da carne picada vendida nos talhos. De 2013 para cá, os alertas têm-se repetido: a exposição da carne picada a temperaturas elevadas, a adição de sulfitos e a contaminação bacteriológica, tornam-na um produto não seguro e potencialmente prejudicial à saúde humana.
Em 2017, perante a Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, o Diretor-Geral de Alimentação e Veterinária, descartando quaisquer responsabilidades das autoridades de controlo (ASAE e DGAV), afirmava que era aos operadores que competia colocar no mercado produtos seguros. Mas esta verdade de “La Palice”, que nos remete para a autorregulação e autorresponsabilização, não é fundamento para a inoperância das autoridades de controlo. É, aliás, fundamento para um reforço da sua intervenção. Dito de outra forma, o consumidor não pode ficar à mercê dos operadores, que são também “regulados” pelo lucro.
Face a isto, exige-se do Governo um maior investimento na Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Só dessa forma se poderá inverter o panorama e eliminar o sentimento de impunidade que tem grassado no sector.

Bruno Figueiredo
Presidente da Direção Nacional da ASF-ASAE
Opinião na edição do CM de 04/03/2019

https://www.cmjornal.pt/opiniao/detalhe/20190303-2321-mais-do-mesmo?fbclid=IwAR3ll393attn9rE8dx7lPVPRcaxiYudtiHY58Vvb1Nf42V41a6vjOgO8r78