02 Mar 2019
Março 2, 2019

Tradicional Ignorância

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Tradicional ignorância

O Sr. José (nomes fictícios), possuía um restaurante famoso pelos queijos frescos “tradicionais” com que deliciava os comensais. A Dona Maria possuía um magnifico rebanho de cabras que regalava os olhos de todos. Em sua casa, receosa de uma ASAE empenhada em destruir os “produtos tradicionais”, produzia os queijos para o Sr. José. O Sr. Tomé percorreu 150 kms para provar as afamadas iguarias “tradicionais”. O Dr. Pomares, deputado da Nação, abriu um site para que os Josés e as Marias denunciassem os extremismos da ASAE e a apreensão de “produtos tradicionais” por mesquinhices, como a falta de rótulo.
Afinal, as cabras da Dona Maria estavam doentes. O Sr. Tomé e outras 18 pessoas que contraíram brucelose não mais esqueceram os queijos “tradicionais”. Mesmo durante a longa convalescença, o sabor “tradicional” manteve-se na boca. O Sr. José e a Dona Maria estão acusados de um crime de corrupção de substâncias alimentares e arriscam 8 anos de prisão. Já a ASAE continua a apreender esses “produtos tradicionais”. O Sr. Tomé agora bate palmas e queixa-se que a ASAE tem poucos inspetores. Quanto ao Sr. Deputado Pomares, consta que nem gosta de “produtos tradicionais”.

A opinião do Presidente da Direção Nacional da ASF-ASAE na edição do CM de 10/12/2018

Bruno Figueiredo

https://www.dn.pt/pais/interior/seis-acusados-por-producao-e-venda-de-queijo-contaminado-com-brucelose-10240752.html?fbclid=IwAR3W0l8zUtSjpe6r0RE_s4MetakxB9J4W_bQCc25DECy-zZMue_n-2iBxmI