A ASF-ASAE repudia que o Governo continue a protelar a verdadeira negociação de um estatuto de carreira. Que se recuse, apresentando justificações descontextualizadas, a negociar temas como o regime de aposentação, o regime de horário de trabalho (ignorando uma greve ao trabalho suplementar que vigora há 10 anos), as regras de transição para a carreira única, subsídio de risco e regime remuneratório.
Várias têm sido as entidades a apelar à resolução urgente destes problemas, e a reconhecerem a justiça das reivindicações dos inspetores: o Ilustre Provedor de Justiça, nas recomendações que fez ao Sr. Inspetor-Geral da ASAE – sem sucesso! A Comissão Coordenadora Permanente das Forças e Serviços de Segurança, no ofício que remeteu ao Exmo. Primeiro-Ministro – sem resposta! Alguns Grupos Parlamentares em diversas intervenções – enganados!
A ASF-ASAE, em todo o processo negocial, pautou sempre a sua postura por elevados padrões de boa-fé e seriedade. Mesmo as suas reivindicações, grande parte delas, são o retomar de direitos perdidos quando foi criada a ASAE e se extinguiram os organismos ao qual sucedeu.
Da parte do governo, a postura tem sido diferente. Com a justificação de estar a ser estudado o impacto do descongelamento das carreiras na Administração Pública, o Governo, através do Dr. Paulo Ferreira, recusa-se a apresentar uma proposta válida, digna, e completa, quebrando o compromisso que havia assumido.
Conforme deliberado em Assembleia de Delegados, a ASF-ASAE irá partir para outras formas de luta e sensibilização: entre as 15:00 de dia 20 de Junho e as 15:00 do dia seguinte, irá ser realizada uma vigília junto á Residência Oficial de Sua Excelência, o Primeiro-Ministro. Irão ser acesas 230 velas, uma por cada um dos inspectores que têm sido gravemente lesados nos seus direitos laborais com esta inércia legislativa de sucessivos governos. Irão ainda ser recolhidas assinaturas no âmbito de uma petição pública que será entregue na Residência Oficial do Sr. Primeiro-Ministro, juntamente com todos os ofícios que até à data preferiu ignorar.